Conhece-te a Ti Mesmo

Diz o estudante de filosofia ao seu professor:

- No frontão do templo de Delfos, na Grécia, havia a famosa inscrição: “Gnôthi seauton”, ou seja, traduzida do grego para o latim: “Nosce te ipsum”, que quer dizer: “conheça-te a ti mesmo”, em nosso idioma.

Sócrates, o célebre filósofo grego, adotou esta sentença e apresentava-a como um dos mais profundos ensinamentos. O senhor poderia dizer-me algo sobre esse tema de tanta transcendência?

- Direi, com muito gosto, o que estiver ao meu alcance. Começarei acrescentando que, segundo extraí das minhas pesquisas, essa inscrição completa dizia: “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”. Com esse complemento, logo se vê que a exortação é muito mais importante, pois do conhecimento de si mesmo depende o conhecimento das maravilhas universais e, portanto, o conhecimento do criador dessas maravilhas.

- Quer dizer, em ultima análise, que ninguém conhecerá nem compreenderá a Deus sem antes conhecer-se a si mesmo. Será isso?

- Penso que sim. Ninguém conseguirá aperfeiçoar-se espiritualmente, para aproximar-se de deus – que é a perfeição – sem, primeiro, observa-se, estudar-se, analisar-se e corrigir-se.

- Só dessa maneira poderá conhecer-se a si mesmo, aumentando suas virtudes e eliminando ou reduzindo ao mínimo seus defeitos. Não é assim, professor?

- Sem duvida, meu caro amigo. Mas, você já notou a profunda afinidade que existe entre esse aforismo e o mandamento: “Amaras o teu próximo como a ti mesmo”?

- Ainda não me havia ocorrido esta semelhança. O que tem o senhor para me dizer nesse sentido?

- Esse mandamento conduz, a meu ver, á mesma realidade. Aliás, os dois ensinamentos, conjurados, se esforçam e se completam. Não basta que o homem se conheça a si mesmo, e viva isolado ou trancado em seu egoísmo. É imprescindível que, movido pelo amor aos seus semelhantes, lhes estenda fraternalmente as mãos para despertar-lhes a necessidades de percorrer o itinerário que os levará a esse conhecimento

- Ao que tudo indica nada pode fazer por si mesmo, nem pelos seus semelhantes, quem deixa a vida correr ao sabor das circunstâncias, indiferente ás suas próprias possibilidades e deficiências, indiferentes á sorte de seu próximo.

- Sofre, por isso, as consequências dos desacertos decorrentes das suas imperfeições. Não se protege nem se defende contra os males ou padecimentos físicos e morais. Portanto, não se ama a si mesmo. E quem não se ama a si mesmo não pode amar o próximo, pois cada um só pode oferecer o que possui e na medida exata do que possui.

- Conhecermo-nos a nós mesmos é, pois, condição essencial para que possamos amar-nos e modificar- nos a nós mesmos e, esse amor aos nossos semelhantes,. Na proporção precisa do conhecimento e do amor que possuímos. Não é assim, professor?

- Exatamente. É isso só se consegue seguindo um verdadeiro processo de evolução espiritual gradativa, em que haja, constantemente, não só estudos e meditações, mas também experiências praticas, individuais e coletivas. É ainda Sócrates quem afirma: “Os que conhecem a si mesmos sabem o que lhes convém e distinguem as coisas de que são capazes”.

 

 

Extraído de:

Jornal Verologia

Edição XXXIII Nº 413 e 414
Artigo referente a Maio e Junho de 2007

 

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